Volte sempre!

Cada cabeça um mundo... Cada universo uma pessoa.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Kung Fu Kid


O ramake do sucesso aclamado nos anos 80, Karate Kid está de volta as telonas com mudanças positivas em seu elenco e a história traz diálogos bem colocados, apesar de pequenos buracos em sua narrativa.

Jaden Smith, protagonista, demonstra uma certa maturidade na interpretação do papel, visto que foi muito negativado em atuações anteriores. Nesse caso, o famoso – quem indica – funcionou muito bem, por ele ser filho do Will Smith, um dos produtores do filme.

Seu roteiro
praticamente não traz nenhuma novidade com relação ao original, mas a bendita tecnologia moderna faz um verdadeiro milagre. As imagens são belíssimas e tudo funciona corretamente. Destaque para as locações na China e para a direção artística.

Karate Kid tem sido uma obra de diversas opiniões.
Amando ou odiando, o fato é que Jackie Chan deu conta do recado. Uma pena não ter acontecido mais cenas de ação evolvendo o personagem, de um zelador que é ocultamente mestre de kung fu e passa a treinar o garoto apos uma série de atentados violentos, resultando num desafio para um torneio.

A história é digna, mas se perde em seu ritmo. Sempre beirando a lentidão dos fatos, se mostra totalmente apelativa na passagem final da trama. Na narrativa, mostra-se um olhar inocente de um pré-adolescente em fase de descobertas no amor, na amizade e no companheirismo.

Karate Kid, ou melhor, Kung Fu Kid
, pela troca da categoria é um filme feito para emocionar multidões. É um longa meticulosamente pensado e repensado. Aborda linhas de pensamentos consistentes pela lado psicológico, pela linha filosófica oriental e pela marca de suas fortes atuações.

O Aprendiz de Feiticeiro - Save the children!


Em meio as perucas, Nicolas Cage tenta com sua vasta experiência interpretativa, liquidar mais uma das historinhas da Disney, que lembram mais aqueles livretes infantis vendidos nas bancas e que se tornam roteiros adaptados, condenados a serem imortais em programas vespertinos de televisão.

O Aprendiz de Feiticeiro é protagonizado pelo Dave
(Jay Baruchel) que é uma espécie de eterno apaixonado por uma garota desde o jardim de infância. Anos depois de um episódio místico decorrido numa loja de artefatos antigos, com direito a efeitos especiais anos 80, numa luta do Balthazar Blake (Nicolas Cage) contra um suposto inimigo, o garoto se esquece do fato e curte sua vida de “nerd”, fazendo experiências físico-químicas num lugar abandonado.

A partir dai qualquer um consegue prevê todo o resto. Como numa passe de mágica, Dave encontra o feiticeiro e as coisas começam a ficar mais loucas do que nunca. O garoto vira mágico da noite para o dia e tem como missão salvar o planeta das garras de uma bruxa malvada. Paralelo a isso, num fraco núcleo dramático, Dave ainda tenta conquistar sua garota. Cage se mostra a vontade na trama e não faz mais do que sua obrigação.

Ao meio a toda essa pirotecnia, a trama chega ao fim com cara de Harry Potter, só que bem inferior e com mais um findar água morna. Filmes como essas em plena era moderna são cada vez mais banalizados por falta de criatividade e de um bom roteiro. Tramas desse valor nos faz refletir sobre o futuro das novas projeções para o gênero. Vamos salvar nossas crianças!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Recife Frio


Recife Frio é uma obra que carrega profunda critica social, acompanhada de um certo charme irônico e reflexivo. O curta-metragem já circulou em diversos festivais no Brasil e traz como detonador a drástica mudança climática da cidade nordestina.

Misteriosamente após a queda de um meteorito, um repórter estrangeiro começa a averiguar o fato da cidade de clima tradicionalmente quente e tropical, transformar-se num local extremamente frio. Inicia-se então um trabalho de investigação, que mostra o caos do pouco movimento nas ruas, o abalo na economia e a mudança do comportamento das pessoas.

A obra almeja um olhar analítico
de seu expectador, que é retratada numa sociedade consumista, estereotipada e indiferente. O fato de uma reportagem estrangeira publicar sua matéria leva a leitura de um problema eloqüente a todos do local. A simbologia trazida pelo frio é radical no aspecto cultural, onde os indivíduos que cada vez mais isolados, transitam dentro de locais fechados e crianças brincam dentro de bolhas aquáticas. Os moldes arquitetônicos, o preconceito e a mudança criativa do comercio informal, funcionam como exemplos desse “falso documentário” que traz consigo uma bela narrativa, dirigida por Kleber Mendonça Filho.

Recife Frio é uma trama que atinge a todas as camadas sociais, geradas a partir de um signo de núcleos dramáticos que mexem com o pensamento moderno e caótico do ser humano.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As maravilhas do Tim Burton


Agradável e bonito. Frio e ostensivo. Distante e sem forma. O velho Tim (Burton) errou dessa vez. Mas não vou culpá-lo por tudo aos avessos. Tem muita coisa fedida por ai, no pais das maravilhas.

O espetáculo estético, meramente estético, é produzido pela Walt Disney. O diretor é bom, mas sua direção não. Aqui não vale rasgar seda e não existe matéria paga. Não sou um exemplo de pessoa ligada ao cinema, mas aqui não e, a verdade dói e se não doesse jamais seria verdade.


O casamento perfeito
, a direção artística e a fotográfica terminaram o romance dessa vez. Por um lado um belo desfile e por outro um refletor apagado. A imagem é suja e ineficiente. Aliás, o próprio mundo subterrâneo, sendo como tal não teria nem luz e isso se releva. Mas o mais engraçado é que ao passo que temos grandes difusões com o céu completamente limpo, temos ilusões, isso mesmo, ilusões como a de Alice, dessas que deixam qualquer acido ligérsico sob a sola do pé e não debaixo da língua.

E por falar em língua me lembrei da linguagem. Alguém conseguiu enxergá-la? E falando dela, me recordei da narrativa. Narrativa? Onde está o cinema? A tecnologia muitas vezes torna a obra banal, acrescenta altas doses de massa física e ao mesmo modo, retira toda a narrativa. A adaptação tinha tudo para ser perfeita. O roteiro mescla idéias do velho Tim com a estória original e até ai tudo bem. Não sei se as crianças vão adorar o filme. Talvez, quem sabe um dia. Tão inocentes.


Uma certa feita alguém me falou
que a vida era feita de viagens, o que de fato justifica toda essa viagem corriqueira e enlouquecida ao extremo do óbvio. Mas tive também minhas alegrias, dei um pouco de risada. Ora elas eram reais, ora viajadas que nem o chapeleiro maluco, interpretado pelo Deep, que também está longe da performance já observada.

Mas e a Alice, cadê ela? Tomou doril. A dona da lua, a insana garota de 19 anos não fez por merecer e atuou como se atuam na maioria das publicidades institucionais, sem brilho e sem sorte. O espetáculo visual é ligeiramente sincero e perspicaz, porem infinitamente mecânico.


A obra é fruto de sucesso graças ao departamento de marketing
, a tecnologia 3D e a boa distribuição. Jamais por sua narrativa. Como não paguei o cinema, me dei por satisfeito. As opiniões sobre o longa se divergem e o meu recado está dado. Sou um pobre mortal, ao contrario da Alice literária e do imaginário popular. Ela é ótima para estudantes de moda, estilistas, futuros diretores de arte e cenógrafos, mas pra quem gosta de cinema, nunca. Meu amigo Burton, da próxima vez, retorne com aquele besouro-suco de existe dentro de você.

domingo, 9 de maio de 2010

Iron Man II - E a saga continua!


Eu não costumo ler criticas nos jornais, mas antes de assistir o Homem de Ferro em sua segunda edição, observei na mídia eletrônica que os comentários estavam agressivamente divididos, coisa que não se vê muito por ai. Muitos comentavam na pele de fã e outros na pele de lobos, saciados por um negativismo latente e incompreensível, julgando que o longa era apenas algo para ver e se divertir. Mas cá pra gente: queremos quer ver um filme de super herói primeiramente pra se divertir, não acha?

Entrando no universo Tony Stark, interpretado mais uma vez por Bob Downey Jr (forma carinhosa de chamar o Robert) ele está simplesmente numa performance inigualável, irônico e divertido, as vezes muito piadista para tapar alguns buracos no roteiro.
E o tal do roteiro é básico, bem resolvido e bem acabado. É uma pena que a continuação não foi suficiente para acompanhar o primeiro sucesso. Percebe-se pequenas falhas na narrativa, o que o torna chato em pequenos trechos.

A arte é excelente, com aquela típica luz redondinha e cheia de “perfumaria”, com o cenário urbano e seco. Geralmente não se esperam mais do que o óbvio em fotografia no gênero. Matthew Libatique, junto com a direção artística deram conta da imagem que o diretor imaginou, creio.

Jon Favreau, que foi também do diretor do primeiro sucesso nos garantiu um ótimo trabalho, cortando excessos e optando por trabalhar com uma montagem mais centrada, com repiques na medida e fiel no contexto histórico do protagonista. Destaco três estupendas cenas de ação de tirar o fôlego. A trilha formidável fica a encardo hits de sucesso das bandas AC/DC, Suicidal Tendences e Queen. Os efeitos sonoros são explosivos e trabalhados até a exaustão. Sobre os efeitos visuais, confesso que me decepcionei um pouco com as programações e esperava gráficos mais complexos, não apenas um visual que me lembrou os jogos do XBOX.

Homem de Ferro 2 é a primeira obra realizada pela Marvel Enterprises depois de comprados pela Walt Disney e agradeceríamos muito se o Mickey não interferisse na próxima seqüência, a dos Vingadores.

Sublime e na medida certa, Bob Downey Jr está criando seu legado, encenando o playboy Stark com maestria de veterano que é, mostrando que veio definitivamente para o papel apos driblar o vicio em heroína e tornar-se um herói. O filme traz uma carga profunda de critica a politicagem moderna mundial, mas cabe a cada um de nós interpretá-lo a sua maneira. Um ótimo programa de cinema e divertido do jeito que tem que ser, me desculpem os eternos negativistas. Recomendo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Zona Verde - A Era Bush


Fracasso de bilheteria nos Estados Unidos e ao redor do mundo, o longa dirigido por Paul Greengrass, apesar de diálogos inteligentes sobre a guerra, não trás nada, mas nada mesmo de inusitado.

A famosa câmera na mão tremida e chicoteadas de zoom não é nenhuma novidade, sugerindo diversas quebras de eixo na narrativa, corte seco ao extremo e imagens digitais com certa granulação. Alem do mais, em um ano que um filme de guerra ganhou a maior premiação do cinema, torna-se inevitável comparações, por se tratar do primeiro a entrar em cartaz apos o sucesso de Bigelow.

Matt Damon reencarna o Bourne na pele do soldado Roy Miller, do exercito dos EUA e tem a função de comandar um pelotão que vasculha todo o Iraque a procura de armas de destruição em massa. Dai o resto nem precisa mais falar, começa uma trama no velho esquema cão pega gato, gato pega rato e rato pega queijo.

O filme é cansativo e redundante, mesmo com a boa escolha das locações não foi capaz de agradar nem o publico americano, que deve sentir vergonha das atitudes arbitrarias promovidas pela era Bush em 2003. O que resta ao diretor e finda-lo com velhos clichês que rodeiam as obras de ação, deixando o telespectador com aquele gostinho amargo no bolso que diz “perdi o meu dinheiro”.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Atraidos pelo crime ou mera conhecidencia?


Longa com atores veteranos, como Richard Gere, Ethan Hawke e Don Cheadle, Atraídos pelo Crime, do diretor Antonie Fuqua, o mesmo do bem sucedido Dia de Treinamento, está de volta em mais uma trama policial.

Nessa história o diretor conduz um roteiro de três núcleos dramáticos diferentes, envolvidos em um mesmo tema. Os fatos ocorrem no Brooklin sob um ótica nublada, sem que as mesmas tenham que se encontrar o tempo todo. A encenação não é de fato honrosa, visto que Fuqua nunca foi um mestre na elaboração de planos de câmeras perfeitos para suas obras, o que torna a proposta arduamente sazonal. O bem-me-quer fica por conta do elenco protagonista e das locações exploradas. A direção de arte é sutil, mas tudo muito convencional, enquanto que o som direto e sua mixagem beiram os padrões. Ressalvo a montagem mais do que dinâmica para mais de duas horas de cenas.

Na boa, ficar no meio termo nunca será uma boa opção quando o assunto é cinema. Atraídos pelo Crime me deixou com essa impressão estampada na memória. O roteiro perde seu dialogo, a fotografia perde seu brilho e o filme vai se diluindo, perdendo suas forças e andando na contra-mão do seu magistral inicio, frio, tenso e mórbido. Nem a presença do ator Wesley Snipes traz uma luz ao roteiro, visto que sua presença passa por despercebida.

Apesar de tudo, a trama consegue no final das contas agradar muita gente por mostrar o eterno retorno do igual, por argumentar em seu desenvolvimento os batidos clichês de uma obra policial, seus desdobramentos e sua básica linguagem visual. Da próxima vez, chamem o Denzel ou o Crowe para reforçar ainda mais o time por que cá pra nós, Gere tem que fazer comedias românticas e não policial com medo de dar tiro e por balas no gatilho.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ilha do Medo



O filme de Martin Scorsese
, autor de várias obras clássicas do cinema como Taxi Drive, causa um certo aperto na barriga, uma sensação estranha que praticamente paira todas as filmografias do diretor. Ilha do Medo não é nada comum.

Com uma narrativa rebuscada
, um elenco veterano e uma (me desculpem a expressão) “puta” direção de arte, a historia se passa no ano de 1954, onde paranóicos, responsáveis por muitos crimes, são tratados como pacientes. Os agentes federais (Leonardo DiCaprio e Mark Rufallo) estão indo ao local investigar o desaparecimento de uma paciente. No entanto, as mesmas não avançam por falta de colaboração dos funcionários do hospital psiquiátrico. Mas o que acontece é que Scorsese, mesmo que tentemos imaginar os rumos da historia a partir dai, nos da uma chave de braço, uma apos a outra.

A fotografia é clássica
, ora bem colorida, ora bem opaca e caminha amarrada ao visual criado para a época. Alias, uma película muito bem finalizada, o que neste caso, potencializa a direção artística. A preparação do elenco já era de se esperar, ótima. O roteiro é conduzido magistralmente pelo diretor e a trilha sonora fica devendo em alguns momentos, mas nada que a desabone.

Para quem conhece a fundo as obras do Scorsese
pode não se surpreender tanto com a virada de suas adaptações e nem muito menos com o estilo adotado por ele. A duvida imposta não nos garante nenhuma verdade absoluta de um final, traduzindo a trama como um ciclo vicioso. É impressionante como a narrativa subliminar deve ser atenta. Qualquer objeto, qualquer coisa que aparentemente seria mais uma coisa para por no cenário tem um legitimo significado, estes que se analisados traduzem boa parte do roteiro. Ilha do Medo tem todos os pré-requisitos de uma obra bem argumentada, despejando na mente do telespectador uma gama signos e aparências do que a mente humana é capaz de sofrer.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O Livro de Eli


Sinceramente já faz tempo que não assisto algo tão diferente, complexo e inimaginável como o Livro de Eli. Honestamente também não sei o que o veterano ator Denzel Washington está fazendo nesse filme. É difícil imaginar que o mesmo esta produzindo, apesar de constar em seu nobre currículo funções que vão alem da interpretação em obras anteriores.



Sem explicações, a historia passa em uma época em que quase tudo já foi destruído, inclusive a cultura e a religiosidade. Os princípios foram esquecidos e as pessoas fazem de tudo para sobreviver. Vivem como ogros, sem futuro e sem passado. Na verdade, sua sinopse gira em torno do acreditar. Um povo sem fé significa um povo sem esperança. O mais intrigante é que, até num tempo massacrante como o vivido na obra, já existem as figuras emblemáticas ávidas por ganhar território e poder por intermédio da crença religiosa. O Livro de Eli pode ser interpretado por muitos aspectos, uns tão profundos, outros tão irrelevantes.

A técnica, como de se imaginar é crucial. Conduzir cenas de gráfica tão monocromáticas em meio a uma batalha sem repicar a montagem é algo que nos dias de hoje devem ser aplaudidas de pé. Os irmãos Albert e Allen Hughes fortalecem os laços direcionais com a interpretação do velho ator Malcolm MacDowell (ex - laranja mecânica) e de toda tensão oportuna exibida em suas cenas.

Uma obra de muitas vértices, cuja a fotografia fala por si, ora azul, ora branca, ora colorida, caracterizando os fatos, o que nos faz lembrar muitas vezes de clássicos como Mad Max e Planeta dos Macacos. O filme já é considerado por muitos um “Cult”, cujo sua finalização geral é prescrita de forma certa por linhas tortas. Vale a pena conferir, em DVD.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Guerra ao Terror

O primeiro filme de guerra que não me decepcionou, Guerra ao Terror detonou suas bombas diretamente na premiação do Oscar 2010. Depois de todo aquele alvoroço, de que nenhum empresário da fábrica de cinema americano queria por grana na “guerra” alegando o retorno não obtido nas bilheterias ao redor do mundo, o que de fato aconteceu, quem riu por último foi a diretora Kathryn Bigelow, com meia dúzia de estatuetas na mão.

Não estou sendo irônico, mas uma mulher dirigir um roteiro dessa temática não é comum nesse meio e, com uma idéia na cabeça e uma câmera na mão foi longe, digo longe não somente na condução do mesmo, mas na estética, com imagens que transmitem ainda mais a tensão da historia. Confesso que o premio de melhor fotografia seria impossível ganhar diante das heterogêneas cores e luzes de Mauro Fiore, fotografo de Avatar. Desculpe-me os fãs das criaturas azuis, mas a guerra real mereceu levar melhor montagem, mixagem e edição de som, descontando é óbvio o melhor roteiro original que já tava mais que na cara que seria contemplado.

Para o longa ir para as telas houveram muitas intervenções de franceses, italianos e canadenses, isso porque o Mark Boal, jornalista e roteirista já tinha desistido de procurar ajuda em Hollywood depois de ser massacrado pelos produtores ávidos em programações 3D. Portanto o projeto foi rodado na raça, com pouco investimento e muita criatividade. A partir desse ponto, se tornou a obra com menor bilheteria e a mais subestimada pelos potenciais investidores e distribuidoras. Alem do Oscar, Guerra ao Terror conquistou diversos prêmios em festivais no mundo inteiro e a academia mandou um recado: que bilheteria não significa tudo para o sucesso.

Fatos a parte, a atuação não é conhecida mas reconhecida com seus méritos. O protagonista sofre e ao mesmo tempo se diverte com as situações trazidas pelo enredo. Se por no lugar de muitos soldados americanos que enfrentam essas batalhas todos os dias no Iraque não é brincadeira, traçada por uma realidade cruel e repugnante. Nesse aspecto a temática envolvida se torna mais importante do que o visual e o psicológico ascende em quem está assistindo a trama. E não se iluda, a narrativa é bem intensa.

Merecedor de todas as criticas e prêmios, mostrar a verdade por detrás dos interesses políticos, mas sem mencioná-los, alem da magistral direção e de todas as técnicas introduzidas em algo tão banalizado em nossos dias, a guerra da ficção é a mesma enfrentada por centenas de homens das quais nossos correspondentes nos informam por meios televisivos. Recomendo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Classicos - Os Fantasmas se Divertem

NOTA - ATENÇÃO CAROS AMIGOS. Minhas postagens dizem minha mais sincera e honesta opnião sobre filmes e vídeos que em meu juizo sinta vontade de dar palpite. Não se assuste se você ler algo completamente diferente do que tenha pensado e muito menos criticado. Não considero meus textos como criticas, mas como algo que decidi vivenciar, na realidade da vida ou das telas, por um determinado momento.


Humor negro de primeira qualidade. Assim que enxergo o esplêndido filme de Tim Burton, que já dirigiu outros roteiros como Edward Mãos de Tesoura, a Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e A Noiva Cadáver. Muitos de seus aclamados sucessos trazem essa temática “trash”, com preocupação em mínimos detalhes que vão da maquiagem a trilha sonora. Em Os Fantasmas se Divertem, não é diferente.

A história se passa num lugarejo pequeno, onde existem muitas casas de aspecto coloniais. Um casal apos cair em um riacho com seu veiculo se depara em outra vida, quer dizer, com a morte. Isso tudo funciona como um detonador para o desenrolar do longa, que traz a inesquecível atuação de Michael Keaton como, em nossa dublagem o besouro suco, um fantasma que acha que pode tudo.

Para a época, seria uma injustiça comentarmos sobre os efeitos (ou defeitos) especiais. Em contrapartida a direção de arte, a maquiagem e a trilha sonora são impecáveis. Destaco a ambientação das locações, a estética plástica do mundo dos mortos (que é hilária) e todo o processo de caracterização do figurino. As imagens muitas vezes falam por si e trazem muitas referencias de luz continua, aquela que parece vir apenas por uma janela.

Vale a pena correr a uma locadora ou ate mesmo baixá-lo numa fonte confiável por que é diversão garantida, por mais que pareça um tanto nostálgico. Uma obra de 92 minutos do ano de 1988 ganhadora de Oscar de Melhor Maquiagem. Certa feita ocorreram rumores de que haveria uma continuação do inesquecível Besouro Suco, mas em home-vídeo e, acredito que não será nada bom, ainda mais que os atores antológicos do titulo original não estarão envolvidos nesse projeto de caráter indeciso. Uma comédia de horror alternativa, capaz de agradar gregos e troianos que até se concebeu em serie de desenho animado nos anos 90.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Clássicos - Curtindo a Vida Adoidado

NOTA - ATENÇÃO CAROS AMIGOS. Minhas postagens dizem minha mais sincera e honesta opnião sobre filmes e vídeos que em meu juizo sinta vontade de dar palpite. Não se assuste se você ler algo completamente diferente do que tenha pensado e muito menos criticado. Não considero meus textos como criticas, mas como algo que decidi vivenciar, na realidade da vida ou das telas, por um determinado momento.


Curtindo a vida adoidado é um clássico dos anos 80, uma obra divertida e extremamente inteligente, capaz de prender de frente a TV qualquer ser humano. Seus personagens são simples e bem objetivos, traçando uma excelente sincronia a proposta trazida pelo diretor John Rughes, que é a do entretenimento jovem e adolescente, o que quer dizer que pessoas acima dos 40 anos não possam assistir é claro.

Ferris Bueller é um adolescente que decide trocar as aulas chatas da escola por um dia único de diversão ao lado de sua garota e de seu melhor amigo, sendo perseguido pelo diretor da escola, o imortal Rooney. O bacana do filme é seu olhar técnico e narrativo pouco explorado nessa época. Poucas obras se aproveitam de uma narrativa em primeira pessoa dos seus protagonistas, se comunicando com seus telespectadores. Alem deste, lembro-me apenas do Wood Allen focar narrativas próximas ao dessa obra. Ótimos planos de câmera, solução fotografia em 35mm exuberante e montagem simples e eficaz.

E o roteiro? Vou resumi-lo em uma frase de Ferris: “a vida passa rápido demais e se você não parar e olhar pra ela de vez em quando, pode acabar perdendo”. Exatamente a mensagem a ser passada é essa, uma espécie de irresponsabilidade que faz bem. Curtir a vida sem esquecer das obrigações, mas fugir da rotina de vez em quando. E aqui pra nós, quem nunca matou uma aulazinha no ginásio pra passar o dia de uma forma inusitada que atire a primeira pedra.

Pra quem já viu, vale a pena ver de novo e pra nova geração que ainda não viu, vale a pena também. Não me consta nada de anormal no filme, sinceramente nada que o desabone. É uma pena que obras como essas estão cada vez mais raras nesse mundo de ladrões que caçam raios e garotos que exercem sua masculinidade nas universidades de forma apelativa, por falta de criatividade de seus roteiristas e diretores.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vício Frenético

O filme é uma droga! Calma, não se assuste. Nicolas Cage interpreta nessa trama ácido cômica, um detetive corrupto, drogado e desengonçado mais engraçado que já vi. Alias, o diretor Werner Herzog soube dar esse ar terrível com uma belíssima narrativa cinematográfica.

O visual é muito diferente do que se é usado no campo de trabalho clássico norte americano. Nada de impor velocidade ao filme, sem frenesi e sem cortes repicados. Vicio Frenético mostra que a vida pode se tornar uma loucura tão grande que, num certo ponto, não sabemos de que lado estamos, vulgarmente o declínio de um ser humano. O roteiro é bom e o diretor sabe muito bem como usá-lo, tirando o máximo de proveito da capacidade monstruosa de Cage, esse que alias caiu na “malha fina” do governo dos Estados Unidos por dever milhões a caixinha do Obama. Mas episódios a parte, esse jovem ator a beira dos 46 anos de idade aparece em quase todas as cenas, onde faz parceria com o ator Val Kilmer, o mais novo gordinho da safra dos filmes do Batman.

Bem amarrado e dividido, o longa mostra um lado irônico argumentativo, seqüência ousadamente em sua fotografia, demonstra talento do elenco, dos produtores e das locações de um gênero policial. Vale a pena ressaltar que esse longa pode não agradar a qualquer um devido aos surtos de seu protagonista, que rouba a cena e a beleza da atriz Eva Mendes. Núcleos dramáticos surgem como um entrelace que envolve toda a movimentação da historia. Engraçado, estranho e convincente, um longa-metragem poderoso. Com certeza, recomendo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Maior Detetive do mundo

De que o personagem inglês Sherlock Holmes é o maior detetive do mundo, meus amigos, eu não tenho a menor duvida, ainda mais com o instinto caçador que existe dentro dessa figura enigmática.

O filme é uma adaptação literária, dirigida por Guy Ritchie, que teve a luz de iniciar seu projeto diretamente na ação, sem aquela velha e batida fórmula de contar a vida de seus personagens anteriormente. É um tanto irônico ver o seus protagonistas, aclamados por trabalharem em longas visualmente e artisticamente modernos, dividindo o banquete numa historia completamente épica.

Cenários, direções de arte, figurinos e a boa adaptação do roteiro caminham lado a lado. Destaco também as gravações em estúdio, com qualidade aceitável para os padrões americanos. O desagrado fica na parte de imagem gráfica, irreal aos olhos e com pequenos desajustes de velocidade. A mixagem e a trilha sonora, já de se esperar, capricha nos padrões mais exigentes do mercado de áudio e tecnologia.

Sherlock, se fosse nos nossos dias, seria um cara muito áspero, convicto e orgulhoso de toda sua genialidade. Em seu repertório intelectual está sempre em busca de novas descobertas e possibilidades de um caso trabalhista complexo. Watson é seu fiel escudeiro e enfático suportado do sarcasmo e de todo um antagonismo latente, humanizada drasticamente em Holmes.

O longa fica marcado por seu estilo clássico, de planos de câmera convencionais e totalmente ajustáveis ao conto e a bela atuação de Robert Downey Jr (que considero um dos maiores responsáveis pelo sucesso desse filme). Quero deixar bem claro que o diretor foi bem-aventurado nas cenas de ação, bem compactuadas, mesclando um detetive que alem do seu QI elevado, luta com extrema sagacidade. A única coisa que Holmes não me respondeu foi como a atadura colocada no dedo da mão esquerda dele, num determinado trecho, sumiu misteriosamente num seguinte corte de montagem. Fica devendo a pericia na continuação, que pelo visto não tem data prevista para engordar ainda mais os cofres da Warner Bros.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Avatar - Divisor de águas?

O filme dirigido por James Cameron sem sombra de duvidas possui uma estética de imagem fotográfica e de planos absolutamente marcantes, soando quase que um divisor de águas nesse gênero. A exploração forte das cores quentes que em minha cabeça funcionaram como um alucinógeno, trouxeram um ar místico a trama, esta que alias, não trouxe nenhuma surpresa.

Simples, o roteiro carece de novidades, sendo bastante previsível. A parte boa é o ritmo, que me deixou preso a historia. Mas é claro que o diretor não vai criar nenhuma laranja mecânica dos tempos modernos.

Defronte a tela com os amigos e desfrutando de toda aquela carga ultravioleta, fiquei dividindo pensamentos entre a linguagem ímpar do longa (e que longa) e de como havia surgido aquilo tudo, todos aqueles personagens, aquela grafia que, desafia nosso senso de percepção da realidade, resultado de um projeto de mais de uma década. O fato é que Avatar não funciona como algo qualquer e sim como algo que nunca foi visto. Não se impressione com a veracidade e sutileza que os mosquitos, plantas e criaturas de Pandora brotam na tela (diretor, da próxima vez imprima os cheiros também ta bom).

Contudo, não vou ficar aqui contando a historia daqueles índios-hippies que correm em árvores e pulam como o Tarzan, o caso é que o filme é bom, digno de Óscar e de ser visto duas vezes no cinema. Sobre a trama, alguns indivíduos pregam que filmes de ação ou ficção cientifica não precisam de um bom roteiro, mas tenho certeza que na locadora ao lado de sua casa existem filmes desse gênero com pouca arte visual, sobretudo bem calçado em suas linhas. Hoje, com certeza Avatar está De volta para o futuro.